terça-feira, 5 de junho de 2018

Ddos Giovanni Tesser Cristofoli e Jiann Her Lee + Estágio opcional da Dda Luana Rech



 

             Como futuros profissionais da saúde, o estágio em medicina rural na UBS do Pinhal Alto foi um momento único e gratificante na nossa formação, diferente dos outros estágios em que passamos. No Pinhal Alto vivenciamos a prática da medicina nas suas raízes, que realmente leva em conta todo o contexto do paciente, o seu trabalho, sua cultura e vínculos familiares. Toda semana tivemos visita domiciliar, onde conhecemos belos lugares, passamos por estradas de chão, respiramos o ar puro do campo e fomos muito bem acolhidos pelas famílias que visitamos. Nessas visitas tivemos a oportunidade de vermos o ambiente em que o paciente vivia, a sua rotina e com certeza isso tornou mais fácil a nossa ajuda, como por exemplo na organização das medicações que o paciente tomava, onde ele armazenava, se estava tomando a posologia correta e no horário certo, enfim, coisas simples mas que fazem a diferença na otimização do cuidado. Vimos, também, a importância do conceito de longitudinalidade, tão falada nas aulas de APS. A partir do momento que o médico permanece por um longo tempo no mesmo serviço, como é o caso do Professor Leonardo no Pinhal Alto, é possível criar um bom vínculo com o paciente, de poder ao longo das consultas ir conversando sobre os problemas de saúde e não tentar resolver todas as demandas do paciente em uma só consulta, porque você sabe que terá a oportunidade de consultá-lo novamente e continuar o tratamento. Além disso, através da atividade que realizamos na fábrica WS Calçados, pudemos conversar sobre saúde mental e ressaltarmos aos trabalhadores que mente e corpo trabalham em conjunto, portanto, quando a nossa mente está equilibrada, o nosso corpo consegue desempenhar muito melhor as suas atividades.

Gostaríamos de agradecer toda a equipe de saúde da UBS Pinhal Alto, dizer que foi um mês muito especial nas nossas vidas e que guardaremos com carinho tudo o que aprendemos com cada um de vocês!
Abraço,
Giovanni Tesser Cristofoli e Jiann Her Lee.



domingo, 18 de março de 2018

Estágio Dda Bianca Tonolli e Eduardo Caberlon



Durante nossa estadia em Nova Petrópolis, tivemos a oportunidade de acompanhar um serviço de medicina de família e comunidade, que nos proporcionou o entendimento real de como funciona uma medicina cujo foco é o paciente e seu contexto. Estarmos inseridos dentro de uma comunidade rural, onde o vinculo a longo prazo com os pacientes existe, possibilitou uma vivencia diferente daquela que estávamos habituados como acadêmicos.  Ambiente muito agradável, equipe disposta e muito divertida. Aproveitamos e aprendemos muito com vocês. Experiência única de uma medicina na sua essência.




quarta-feira, 29 de novembro de 2017



Relato Estágio Ddas Flávia e Laura

Nosso mês em Nova Petrópolis certamente foi um dos mais proveitosos do internato -  e da faculdade. Nossa experiência com a equipe e o professor foi ótima e proporcionou nosso crescimento como futuras profissionais da saúde.
Durante o estágio rural podemos imergir de fato na medicina de família e comunidade, podemos experimentar de verdade a longitudinalidade, podemos ajudar as pessoas e a comunidade como um todo. 
Aqui, vivenciamos o dia a dia de uma medicina ampla, que consegue de fato resolver a maior parte das demandas, uma medicina voltada ao paciente e seu contexto. Aqui, nosso atendimento tornou-se mais individualizado, mais humano. 
Além de tudo isso, ainda tivemos alguns bônus:  nosso mês foi recheado de boas histórias,  boas risadas, boas experiências gastronômicas pela região.
Fomos bem acolhidas pela cidade e pelo Pinhal Alto! Uma recomendação? Conheçam o estagio rural, é uma oportunidade única! MFC pode ser ( assim como foi para nós ) surpreendente! 

Flavia Nogara & Laura Tizatto 


Atividade educativa na escola São José

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Breves relatos poéticos - Mayara Floss, junho 2017

Dia de Targa

Música clássica de trilha sonora nas curvas da estrada. Costurando com as histórias dos pacientes “Trabalho vazando sapato” a vida equilibrada em conta gotas. “O colesterol pode ser apenas uma pista de que talvez você tenha uma doença no futuro” Um movimento rápido procurando a câmera no banco de trás do carro, procurando a coruja para fotografar para o Wikiaves. A “Terapia do joelhaço” ou confrontamento paradoxal opositor em brincadeira com a psicóloga. Em meio a delicada produção de cogumelos, “fiz até um curso para isso”, as histórias dos pacientes: “Quero me matar com uma faca” e as reflexões políticas. “Esse é o problema: quando o SUS é complementar ao privado”. O poder da intervenção medicamentosa, o especialista é como um bispo na idade média. “O que você tem para fazer? Tomo chimarrão, o dia todo, com leite para não me sentir sozinha”. Prontuário eletrônico ou de papel? “Esses conselhos de vó de gripe”. Reunião de equipe: “Eu sou o jardineiro e nas horas vagas médico de família. Também filósofo de meia tigela”. “Às vezes tenho azia, mas só quando como cuca de chocolate”. “Está triste, é mais disso (apontado para o pé) ou tem mais coisa misturada?”. “Meu açude transbordou e fiquei muito tempo no molhado”. “A tua filha tá com o olho vermelho, mas você também está com o olho vermelho”. “Ah mas isso é de costurar, no final do dia tá pior”. A unidade com chão de madeira da antiga escola, que range ao encontro dos sapatos, que se equilibra entre o moderno e a história da comunidade. “Tief luft“ (respire fundo). “Isso que é o bom de medicina de família, não vimos nada parecido durante todo o dia”. “No verão é muito mais trabalho no campo, muito mais acidentes”. “É impossível você preparar o pasto cuidando da postura, fui fazer isso, o máximo é colocar a luva na mão esquerda”. Quando fazem os agricultores deixarem a enxada para ir caminhar, porque capinar “não é exercício físico”. Um Lada Niva amarelo desponta nos olhos na cidade grande. “Tem dias que a nossa qualidade de vida vai para o espaço”. Boina na cabeça, boina jogada no painel do carro, na cabeça de novo. Este é o ritmo de conhecer os pacientes, as histórias, o trabalho, o dia-a-dia de cada um.


Exame físico neurológico Rural

O médico vai avaliar a força das mãos do paciente e pede colocando os próprios dedos indicador e médio nas palmas das mãos do sujeito:
- Faz como se fosse tirar leite de vaca.


Interior

Desponta o carro na curva e vem na direção do caminhante. Abre um pouco mais o vidro para falar:
- Doutor, tá caminhando na estrada de chão batido, não quer uma carona?
- Não, quero caminhar mesmo, me exercitar.
Em alguns minutos vem um trator:
- Doutor, não quer uma carona?
- Não, quero caminhar mesmo, me exercitar.
Depois uma picape, depois uma bicicleta, um cavalo, outro carro. “Cansei de caminhar de tantas paradas para convite para carona”.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Estágio Dda Francine Veadrigo - novembro 2016




Desde o início da faculdade, sempre busquei exemplos dentro da medicina que me inspirassem e que me tornassem alguém melhor. Acredito que as principais qualidades de um bom médico sejam empatia, humanidade e atualização constante. Ao longo da minha caminhada dentro desse curso, muitas vezes me deparei com o oposto. Acredito que o mês em que passei com o prof Leonardo e sua equipe na ESF Pinhal Alto, consegui enxergar essas virtudes. O estágio em Nova Petrópolis me foi apresentado por uma amiga com pensamentos semelhantes aos meus, e por isso não tive dúvidas em realizá-lo. Escolhi o mês de novembro de 2016 para mudar minha rotina e me aventurar pelas estradas de chão num vai-e-vem diário entre Nova Petrópolis e Flores da Cunha. Foi um mês de muito aprendizado, dedicação, aventuras e a sensação de estar em um dos estágios prazerosos da faculdade. Percebi o quanto esse lugar me faz lembrar da minha origem no interior da Serra Gaúcha e o quanto isso me faz bem. Com certeza, guardarei com muito carinho tudo que vivi.
Obrigada por tudo,
Grande abraço,
Francine Veadrigo